Eventos falam por si quando a imprensa é bem conduzida
- lucasferreira559
- 7 de jan.
- 3 min de leitura

*Por Deborah Fecini, assessora de imprensa e head de núcleo da NB Press
Marcas disputam atenção em cada centímetro do feed e em cada minuto da agenda dos jornalistas. Com isso, os eventos corporativos ganharam um peso estratégico que vai muito além da agenda institucional. Eles se tornaram espaços decisivos de narrativa e posicionamento, ambientes onde as empresas conseguem mostrar na prática aquilo que muitas vezes tentam explicar em longos materiais. No entanto, essa potência só se traduz em cobertura qualificada quando existe intenção clara, preparo e inteligência de comunicação desde os bastidores até o pós-evento.
Nesse contexto, o trabalho da assessoria de imprensa não é apenas operacional. Ele começa muito antes de qualquer convite ser disparado e permanece ativo muito depois de o último participante ter deixado o local. É nesse intervalo que nasce a diferença entre um evento que se apaga no dia seguinte e outro que reverbera com força nos principais veículos.
O ponto central está na construção de relevância. Jornalistas não cobrem eventos porque são bonitos, grandiosos ou inéditos. Eles cobrem eventos porque ali há notícias, leitura de futuro, dados inéditos, movimentos de mercado, sinais que ajudam o público a compreender o que está acontecendo em determinado setor. Por isso a preparação da pauta precisa ser tão cuidadosa quanto a organização do próprio evento. A assessoria deve trabalhar para transformar cada elemento em informação de interesse público, contextualizar o que será apresentado e antecipar o que de fato pode render boas histórias. Quando esse trabalho é feito com clareza, os releases deixam de ser apenas convites e passam a ser propostas jornalísticas que fazem sentido para o veículo.
Mas não basta criar boas narrativas. A relação com a imprensa exige sensibilidade. É no contato direto com os repórteres e editores que se entende o que realmente desperta atenção. A escuta ativa muitas vezes revela ângulos novos que nem estavam no planejamento. Da mesma forma, a logística do evento não pode ser ignorada. A experiência do jornalista no local precisa ser fluida e respeitar seu tempo. Acesso fácil às fontes, organização da agenda, informações consolidadas e um ambiente propício para entrevistas fazem diferença na percepção do profissional e na profundidade da cobertura que ele conseguirá produzir.
Durante o evento, a assessoria atua como ponte viva entre o que acontece no palco e o que será lido no dia seguinte. O olhar treinado identifica oportunidades espontâneas de pauta, percebe declarações relevantes e transforma conversas de bastidor em insights que podem fortalecer a cobertura. Também é nesse momento que se ajustam rotas em tempo real, entendendo quais jornalistas precisam de mais apoio, quem deseja ampliar sua apuração e quais mensagens precisam ser reforçadas para não se perderem no meio da programação.
No pós-evento, a comunicação ainda está longe de terminar. O trabalho de síntese e distribuição de informações precisa ser rápido e preciso para acompanhar o ciclo de notícias. Fotografias, falas principais, resultados apresentados e números estratégicos devem chegar aos jornalistas com clareza e contexto, ampliando a chance de que novos desdobramentos surjam mesmo depois de encerradas as atividades presenciais. O que muitas marcas não percebem é que parte da cobertura mais valiosa nasce justamente desse atendimento pós-evento, que mantém viva a narrativa construída.
Quando se olha para esse processo de ponta a ponta, fica evidente que a assessoria de imprensa é a guardiã da coerência, da oportunidade e do alcance das histórias que os eventos corporativos querem contar. O mundo está saturado de informações e, portanto, não basta fazer, é preciso traduzir com intenção e com precisão. A imprensa não é um espectador do evento. Ela é parte da construção do seu significado. E quando essa relação funciona com confiança, estratégia e alinhamento, a narrativa do evento ecoa muito além do auditório.
*Deborah Fecini é assessora de imprensa e head de núcleo da NB Press, agência especializada em assessoria de imprensa.

Sobre a NB Press
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