Quanto tempo uma empresa precisa para aparecer na imprensa?


*Por Deborah Fecini, head de atendimento da NB Press
Existe uma expectativa recorrente no mercado de comunicação: contratar uma assessoria de imprensa e esperar que, em poucas semanas, a marca esteja em todos os lugares. A lógica parece simples. Se o investimento começou agora, o resultado deveria aparecer logo em seguida. Mas a atuação não funciona como uma mídia de compra direta, em que basta definir o orçamento, escolher o espaço e programar a veiculação.
Isso não significa, porém, que seja impossível gerar resultados em 30 dias. Em trabalhos pontuais, como lançamentos, eventos, anúncios corporativos ou campanhas com uma pauta clara e relevante, uma boa estratégia pode, sim, conquistar espaço rapidamente. O problema está em transformar essa possibilidade em regra e usar o mesmo parâmetro para avaliar uma estratégia de comunicação contínua.
Quando existe uma pauta pronta para entrar no mercado, um assunto de interesse jornalístico, dados consistentes e porta-vozes preparados, o trabalho da assessoria pode ser bastante objetivo. Há uma janela de oportunidade, uma mensagem central e um público definido. O resultado pode acontecer em poucos dias porque existe uma circunstância concreta favorecendo a notícia. Não se trata de menos estratégia, pelo contrário, quanto mais curto o prazo, mais preciso deve ser o planejamento para identificar a oportunidade, construir a abordagem e chegar aos veículos certos.
A dinâmica muda quando o objetivo é construir reputação.
Uma empresa que quer se tornar referência em determinado assunto, posicionar seus executivos como fontes ou ser lembrada pelos jornalistas quando uma pauta relacionada ao seu mercado surge precisa de algo que não se constrói em uma única rodada de e-mails. Falamos de relacionamento.
Antes de uma empresa aparecer com frequência na imprensa, é preciso entender o que ela tem a dizer, identificar quais assuntos realmente fazem sentido para os veículos, conhecer seus porta-vozes, acompanhar a agenda do mercado e, principalmente, conquistar credibilidade. Nem toda pauta será publicada. Nem todo contato com jornalista resultará em uma entrevista. E isso não quer dizer que o trabalho não esteja funcionando.
Na prática, uma das maiores diferenças entre uma assessoria estratégica e uma operação baseada apenas em volume de publicações está justamente na capacidade de enxergar o que se passa entre uma matéria e outra.
Uma entrevista que não foi publicada hoje pode abrir uma conversa para uma próxima pauta. Um jornalista que conheceu determinado executivo pode procurá-lo semanas depois para comentar um assunto urgente. Uma sugestão que não encontrou espaço em um veículo pode ajudar a calibrar o posicionamento para a próxima oportunidade. Comunicação também é construção de contexto.
Por isso, o tempo precisa ser analisado de acordo com o objetivo contratado. Se a empresa precisa divulgar um evento que acontecerá em três semanas, a assessoria deve trabalhar com esse horizonte. Se a meta é transformar um CEO em uma fonte reconhecida pelo mercado, não faz sentido esperar que isso ocorra no mesmo prazo.
O erro não está em querer resultado rápido, está em não definir o que se espera e qual estratégia é necessária para alcançá-lo.
Cabe às agências serem transparentes sobre isso. Prometer uma quantidade de matérias em determinado período pode parecer uma forma objetiva de mensurar o trabalho, mas reduz uma atividade estratégica a uma lógica de entrega. O verdadeiro valor da assessoria está em encontrar as oportunidades certas, construir relações qualificadas e fazer com que a empresa esteja preparada quando elas surgirem.
A assessoria de imprensa é uma ferramenta de construção de presença, reputação e autoridade, que pode ter resultados imediatos quando existe uma oportunidade concreta, mas que ganha valor justamente quando deixa de depender de uma única pauta.
No lugar de perguntar “em quanto tempo vou sair na imprensa?”, a empresa deveria questionar “o que eu quero que a imprensa passe a entender sobre a minha marca?”. A resposta a essa pergunta é que determina o trabalho, a estratégia e, principalmente, o tempo necessário para alcançar o resultado.
*Deborah Fecini é head de atendimento da NB Press, agência especializada em assessoria de imprensa.

Sobre a NB Press
A NB é uma agência de PR especializada em assessoria de imprensa para os segmentos de Tecnologia, Inovação, Varejo, E-commerce, Fintechs, Mercado Imobiliário, Lifestyle e Startups. Fundada em 2007, apesar da longa estrada já percorrida, não perdeu o espírito inovador e proativo. Com uma equipe jovem e antenada, busca sempre ofertar soluções mais adequadas para cada cliente. A empresa ajuda a criar valor e a dar visibilidade à marca do cliente a partir de um criterioso planejamento estratégico de comunicação.
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